Limp Bizkit-Still Sucks (2021)

Após 10 anos sem lançamento de novos álbuns (embora tenham sido lançados alguns singles durante este intervalo de tempo), os Limp Bizkit mostram que é possível trazer a vibe numetal para 2021.

Após algum tempo de expectativa, os Limp Bizkit anunciam (com pouquíssima antecedência) um álbum. E desta vez é a sério: apresentam uma capa e uma data de lançamento. Após 10 anos a afirmar que o álbum vinha a caminho, acabaram por finalmente mostrar ao mundo que ainda andam aí. Durante algum tempo, os Limp Bizkit eram conhecidos como “a banda mais odiada do mundo”. Com este álbum acabam por fazer um comentário ironicamente auto depreciativo: ainda não prestam.

O álbum começa com a “Out of Style”. Parafraseando Fred Durst, eles demonstram que nunca mudaram de estilo pois ele manteve-se fresco. Acompanhado de um riff de guitarra incrível, esta música torna-se uma resposta aos fãs impacientes por nova música.

Com a “Dirty Rotten Bizkit”, encontramos algumas nuances do álbum “Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water” de 2001. Após analisar a componente lírica, não consegui encontrar nada que pudesse dizer acerca da mesma. São versos muito simples, repetitivos e que simplesmente servem para ficar a ecoar nos nossos ouvidos.

A “Dad Vibes” faz jus à nova fatiota com a qual Fred Durst tem-se apresentado nos concertos em 2021: um aspeto de um senhor na crise de meia idade. Isso de certa forma reflete-se nas músicas deste novo álbum. Gostei desta música em particular; os scratches do DJ Lethal no refrão soam bastante bem em conjunto com a guitarra. Aqui a lírica está um pouco mais desenvolvida e é quase uma auto comparação de Fred Durst.

Na “Turn it up, Bitch” assistimos ao vocalista a assumir um registo de voz semelhante ao de B-Real, dos Cypress Hill. O sample com uma linha de contrabaixo fica a ecoar na nossa cabeça.

Seguindo a tendência de incluir covers, apresentam “Don’t Change”, cujo original é da autoria dos INXS. Os Limp Bizkit apresentam uma versão acústica, onde a componente lírica ganha mais destaque.

“You Bring Out The Worst in Me” transmite uma paz de espírito nos versos, seguida de caos e agitação no refrão. Ah, tem um solo de guitarra giro. “Love The Hate” é uma mensagem da banda para quem não gosta deles: eles estão-se nas tintas. A “Barnacle” soa ligeiramente a grunge (não fosse este estilo uma das inspirações para o nu metal).

Na “Empty Hole” voltam as guitarras acústicas (outra música que gostei em particular) e com “Pill Popper” sentimos nos nossos ouvidos um som especialmente agressivo, algo que muito provavelmente apenas no primeiro álbum (Three Dollar Bill Y’all).

Na “Snacky Poo”, assistimos a uns trocadilhos com o nome do álbum de 2001, assim com uma gravação cómica de uma entrevista a Wes Borland, onde ele responde a todas as perguntas com um “Yeah”.

O álbum termina com a “Goodbye”. Caramba, a música soa a Justin Timberlake. É um som diferente daquele que assistimos durante todo o álbum, e é uma forma tão estranha de acabar um álbum deste género, que até soa bem.

A conclusão a que eu chego é que os Limp Bizkit ainda estão em boa forma, apesar de já terem entrado na crise de meia idade. São capazes de fazer boas músicas, mas há outras que podiam ter melhorado. Pelos vistos, 10 anos não foram suficientes.
Contudo, é um bom álbum para descomprimir e para relembrar a conturbada adolescência.

Nota final:6,5/10

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